A minha versão

Deixa eu contar um pouco como foi porque preciso contar e tem de ser contado escrevendo porque falando eu vou me perder em todos os labirintos do acontecimento.
Não fosse os limites do corpo, da mente e o problema da explosão demográfica eu teria mais uns 50 filhos. Passadas as 40 semanas e enquanto eu estava lá na mesa cheia de anestesia da cintura para baixo o que me deu de início foi tristeza por ter o Antonio arrancado de mim. Lembrei de todas as noites dormidas no sofá, do medo que dava quando algo não estava dando certo, dos biarticulados com suas pessoas educadas (ou não), dos mimos e agrados que muitos dispensaram para a gente no decorrer desse tempo, das roupinhas minúsculas que lavei na mão com sabão de coco (e que passados esses 15 dias de nascimento já são lavadas na máquina mesmo porque É MUITA ROUPA e todo santo dia); depois de tudo isso o Antonio era arrancado da minha barriga pela Laura e a primeira sensação após a tristeza foi de que aquele choro imediato dele me soava como uma gravação vagabunda. Pensei “nenê chora assim? estão me enganando? era um nenê mesmo, não era engano?”. O choro foi ficando distante, levado para os exames iniciais com a pediatra, e eu lá por trás do pano sem saber se estava tudo bem. Mas o choro tornou a ficar perto e eu vi o monte de cobertor nos braços do Eduardo e ele chegou até a mim.
Eu o saudei dizendo “olá, seu chutador de bexiga” e devido ao monte de cobertor eu não consegui beijá-lo ou cheirá-lo direito, mas ele estava lá e era meu e eu queria ele de volta.
Depois do tempo de recuperação da anestesia fui para o quarto e só o Eduardo me aguardava porque os nenês ficam algumas horas no berçário para estabilizar a temperatura. Perto de 2 da manhã do dia 21 abriram a porta e o meu charutinho humano chegou.
Foi como, sei lá, você receber aquele brinquedo tão desejado no natal. Eu queria abrir o cobertor, olhar, mexer, queria que ele acordasse, que falasse comigo e dissesse se fui uma boa hospedeira nos 9 meses. Queria saber se ele me perdoava pelos excessos de café ou por ter me acabado de jogar wii e comer fritura no dia do chá de bebê.
Dizem que criança tem foco de visão apenas de 30 cm, distância aproximada do meu rosto enquanto ele amamenta. Eu gosto de acreditar que aqueles olhinhos me enxergam e me reconhecem todas as vezes que a gente se encontra nesse momento.
E eu gosto de acreditar que nessa hora ele sinta que precisa de mim tanto quanto eu preciso dele.

Fotos!

Publiquei alguns álbuns de fotos do Antonio:

Nascimento
1 a 2 dias de idade
3 dias de idade

Bem-vindo ao mundo, Antonio

Antonio

Aos vinte dias de fevereiro do ano de dois mil e onze, às vinte horas e cinquenta e cinco minutos, nasceu Antonio Silva Habkost. Altura: 49 cm, peso 3170 g.

A criança e os pais passam bem. Os pais precisam dormir mais, mas não se importam com isso.

4 dias!

E agora é oficial: a data planejada para o Antonio chegar é no próximo domingo, dia 20 de fevereiro.

Quando tivermos mais detalhes, anunciaremos aqui. Enquanto isso eu tento controlar a ansiedade.  :D

Último trimestre

Não devo ser a primeira a reclama que quando a coisa começa a ficar legal de curtir é porque já está perto de terminar.

É certo que tudo começa a ficar mais lento e pesado, mas tem sim uma beleza inominável acordar cedão porque o ser se mexe vigorosamente dentro de você, talvez por bom dia, para pedir para mudar de posição, porque tá a fim de brincar, enfim. Ontem acordei às 5:30 por isso, para ficar coçando a barriga e travando diálogos mentais com a esperança talvez não tão vã de que ele me entendesse.

Porque toda mãe começa a se desculpar antes mesmo de parir.

Video da última ecografia

Demorou, mas aqui está:

link para o video no Youtue

E o nome dele é Antonio

Segunda-feira fizemos outra ecografia e agora sabemos qual o sexo do >1000. É um menino!

Dessa vez temos um video do exame, espero publicar imagens e o video em breve.

Talvez a gente deva mudar o nome desse blog, agora.  :)

Utilidade pública

É chato, muito chato e tem me levado a chegar cada vez mais perto da rispidez o fato de responder pelo menos uma vez ao dia TODAS as perguntas abaixo:

E aí, tá enjoando?

E aí, tá tendo desejo de comer algo?

E aí, aumentou a fome?

E aí, já sabe o sexo?

E aí, já escolheu os nomes?

E aí, e tua família tá feliz?

E aí, teu marido tá feliz?

E aí, tua rotina tá normal?

E aí, o que você prefere menino ou menina?

E aí, você já sente mexer?

E aí, vai fazer chá de bebê?

E aí, já pensou na decoração?

E aí, minha gente, que vocês precisam saber que Kátia não deixou de ser Kátia e virou mãe. Ela agregou o papel de mãe à Kátia. Eu continuo gostando de cozinhar, sendo sarcástica, etc, tudo do mesmo jeitinho que antes.

Mas percebi que falar de gravidez e filho com grávida é a mesma coisa que falar do tempo com qualquer pessoa: pensa-se ser o assunto confortável, mas não é.

Se você se encontrar comigo, principalmente os que me encontram TODO SANTO DIA, pergunte apenas “tudo bem?” e deixe que eu fale da minha situação na medida que eu me sentir bem.

Pela atenção, obrigado

Mimimizão

Vamos lá:

Estou cansada, exausta e feliz porque ao menos hoje se confirmou que o sangramento que tive não afetou em nada nosso feijão. Aliás: pelo tamanho não é mais feijão e sim uma vagem. Com direito à nariz e tudo.

Ninguém consegue imaginar a semana incômoda que tive. Em casa, incerta, entediada e sozinha. Mas não é disso inicialmente que quero falar. Quero falar do que tem me dado mais trabalho do que tudo desde o início de tudo: achar um médico obstetra.

Quando descobri que estava grávida procurei na site do plano de saúde que possuímos pela empresa do Eduardo (Omint – Mediservice) um médico obstetra. A via crucis começou aí pois vários dos profissionais listados não atendiam mais pelo plano. Infelizmente na lista não havia nenhum dos médicos que minhas amigas recomendavam e eu parti para um que segundo busca em alguns sites parecia ser legal. Não era. O  cara me deu um papel com dicas impressas, 50 mil amostras grátis de creme anti estrias mas não foi capaz de fazer duas coisas importantes: medir minha pressão e pedir exames preventivos ginecológicos.

A parte boa desta consulta foi que fiz a primeira eco e vi pela primeira vez aquele pontinho batendo forte porque o coração estava lá. Eu comento que a sensação que tive foi como a do Marlin quando vê o ovinho do Nemo depois do ataque e diz que não vai deixar nada acontecer com ele.

A partir disso procurei a clínica onde estou fazendo acompanhamento angiológico e nutricional e pedi uma ginecologista obstetra para acompanhamento pré natal. Esperei mais de duas semanas para a consulta e fui eu e o Eduardo até que ao ser atendida pela médica ouvi que ela não atende nesta clínica (ou qualquer outra, não lembro bem) obstetrícia. Vejam bem todo o transtorno causado por um erro básico de comunicação na clínica. Saí de lá contando até dez de tanta frustração. Voltei na parte da tarde porque mesmo assim conseguimos agendar alguns procedimentos para o mesmo dia.

Informei o ocorrido na recepção e pedi para que eu fosse encaminhada para outro médico para que desse (quem sabe finalmente!) início ao pré natal. Fiquei com a dra Mônica. Mas a consulta só seria dali à aproximadamente duas semanas (exatamente hoje). Aceitei, principamente porque os exames feitos na parte da tarde indicaram normalidade.

Mas eu preciso ficar atenta. Sou gastroplastizada e já tive alguns problemas de saúde em decorrência da época da obesidade e por isso eu sei que se eu não tiver acompanhamento correto o bicho pega.

Na quarta feira da semana passada ao chegar do trabalho descobri que estava sangrando. Não era corrimento, foi SANGRAMENTO. Sangue vivo mesmo. Fomos até o pronto socorro do hospital Santa Cruz (muitíssimo bom, por sinal). Fizemos outra eco, não havia evidência de problemas como descolamento de placenta, etc, mas a médica viu que o sangramento estava lá. Segundo ela, isso tanto pode ser indício de algum problema (infelizmente temos de considerar uma situação de aborto espontâneo) como apenas um sangramento em decorrência do crescimento do útero.

Lá voltamos nós. Fiquei de repouso, não precisava ser absoluto mas a recomendação era evitar andar, pegar peso, ficar nervosa, etc. Nesse meio tempo o Eduardo, que já estava com viagem importante agendada, precisou ir e eu me vi sozinha por aqui. Graças às minhas amigas Lia e Aline eu fui muito bem tratada e mimada, inclusive com direito a carro particular quando precisei.

Eu imagino como deve ter sido difícil também para o Eduardo, longe, viver essa incerteza. Todos os dias eu me perguntava se o > que 1000 estava bem e que se ele não tivesse que me avisasse pelo menos, pombas!

Ontem, véspera da então marcada primeira oficialmente consulta com a médica, recebi um telefonema de confirmação da consulta que seria hoje. Detalhe: o horário deles estava diferente do que foi passado por mim (tenho um cartãozinho escrito por eles o horário). Até teimei com a menina, mas enfim, o horário ainda seria possível para mim (já que eu precisava voltar para o trabalho hoje, etc). Eis que pouco depois das 8 da manhã me ligam dizendo que não poderia me atender mais hoje. Expliquei toda a situação ocorrida pelo agendamento anterior por culpa deles tentando pleitear um encaixe com outro médico, já que existiam outros obstetras no local. Mas foi sem sucesso.

Eu acho que fiquei tão nervosa que devo ter andado pela casa de um lado por outro sem rumo por uma meia hora, só pra ver se a raiva passava. Vi que se fosse depender dos médicos listados no plano eu ia ficar na mão e ia parir na sala de emergência.

Lembrei que minha amiga Aline lá no início me recomendou com 5 estrelas a dra Laura. Segundo ela, esta médica obstetra foi recomendada a ela por uma outra amiga que estava grávida e que já tinha passado por vários médicos até consegui sucesso com a dra.

Pedi o fone da médica para a Aline e fui novamente para o pronto socorro pois eu PRECISAVA SABER como estava meu nenê. A consulta – exames – retorno demoraram bastante pois o dia parecia atípico hoje, segundo o médico de plantão. Mas saí de lá tranquila porque mesmo meu sangramento tendo persistido até a terça feira, o feijão tá bem. Até nariz tem e a médica ficou mexendo na minha barriga para ver se ele se mexia mais para gente medir o tamanho. Ele se mexia e voltava a tirar sua soneca. Teve uma hora que a cabecinha balançou. Foi lindo. :)

Saí do hospital morta de fome (já era quase 14:30 da tarde, sendo que cheguei lá às 10 hs), cheguei em casa e minha amiga Aline não só me mandou o nome como tomou a iniciativa linda de ligar para a secretária da médica e explicar minha situação.

Quando falei com a secretária ela já sabia do que se tratava. já pegou vários detalhes da minha gestação e quando perguntei o valor da consulta ela me disse que eles atendiam pela Mediservice (percebam que o site da Omint peca tanto por manter na lista médicos que não atendem, como deixa de listar quem atende). Foi a glória. Senti que, beirando o terceiro mês de gestação, finalmente achei minha médica.

Eu me sinto muito tensa com tudo isso hoje e só me acalma saber que agora tudo está bem (até tem sol lá fora) e que o amoreco volta amanhã. :)

Ecografias

Quinta-feira, dia 29 de julho, o >1000 fez a sua segunda ecografia. A primeira havia sido feita dia 12, mas eu não cheguei a publicar nada aqui.

12/07/2010

Embrião de 5,5 mm

>1000, com aproximadamente 7 semanas de gestação

Na primeira ecografia, o >1000 estava com 5,5 mm. Outros dados do exame:

Idade gestacional: 6 semanas

DPP: 05/03/2011

29/07/2010

Feto de 25 mm

>1000, com aproximadamente 9 semanas de gestação

Menos de 3 semanas depois do primeiro exame, o >1000 quintuplicou de tamanho! Agora está com 25,5 mm. Dados do exame:

Idade cronológica: 9 semanas e 6 dias

DPP: 25/02/2011

Tamanho: comprimento cabeça – nádega de 25 mm

Batimentos cardíacos: 174 bpm